jueves, enero 3

Berlin: eins... zwei... drei!

Hora de voltar na terrinha para ver se tudo continua em ordem. Se bem que, para os alemães, Berlim é "uma bagunça", então sob o ponto de vista germânico lá nunca está em ordem. Realmente, houve um ônibus que atrasou quase um minuto pra chegar no ponto! Um absurdo!!

O frio, como já era de se esperar, mostrou a que veio. Foi um inverno ligeiramente mais frio que o passado, e estávamos vivendo um pouco como os ursos: comendo, bebendo, dormindo e vendo televisão (ou seria como os russos?). No tempo livre, andando de bicicleta, pintando paredes e derrubando tinta no pátio do edifício. Para aproveitar o dia nessa época do ano é preciso ser rápido, senão na hora de acordar já está começando a escurecer.

A casa era da família do-re-mi: uma violista, um violoncelista, um violinista, um trompista, um maestro e uma professora de canto! Eu, que toco campainha, buzina e um pouco de sino, participava com os efeitos especiais. Já que o assunto é música, fomos no ensaio geral da Filarmônica de Berlim, um espetáculo!! Sonoro e visual. Eles tocaram Alexander Borodin e o segundo esqueci... acho que era Debussy! A graça de assistir um ensaio geral é que por ser mais informal, os músicos se sentem em casa e o maestro interage tanto com a orquestra quanto com o público, e faz uma piadinha de vez em quando. Mesmo sem entender, é interessante!

O momento Ost Berlin mais uma vez foi ciceroneado pela Erika, profunda conhecedora de becos e prédios semi-destruídos de Berlim oriental. Lá se encontra de tudo: um helicóptero de cabeça para baixo e pintado de verde, ateliers, discotecas, uniformes soviéticos, fotomontagens malucas que misturam o Muro, Che Guevara e cabeças de cachorro, enfim..... Isso é arte, cara!


E o reveillón? Começamos com uma comida brasileira (arroz, feijão, farofa, uhuuuu), depois acompanhando pela internet a contagem regressiva de Madrid (han?), comemos as tais 12 uvas no último minuto do ano (tem mania pra tudo, essa é a dos espanhóis). Depois, a soltar fogos de artifício às margens do Spree. É claro que a noite terminou no Brandenburger Tor (Copacabana on ice, segundo a Erika) para marcar presença e andar de roda gigante. Interessante que, como a cidade é de maneira geral baixa, lá de cima se podia ver ela quase inteira!

Para fechar com chave de ouro, nada melhor que virar a noite e seguir direto pro aeroporto, as 5 da manha. Presepada forever!

Veja as fotos aqui

4 comentarios:

Anónimo dijo...

Achei o brog! Viva ao GooglE
O sr ta muito economico no seus relatos das presepadas!
Abs, keep walking!

Anónimo dijo...

HAAHHAHAAH!!! Esse aeroporto às 5 da manhã foi pra lembrar os bons tempos? ahhahahahah!!

Excelentes as fotos e os textos!

grande beijo daqui (actually de Paraty, hehe)

Eu

Ps: Abri um flickr!!! eeeee!!! agora é só descobrir como fciona!! (tá vendo? Sua amiga tá começando a ficar de bem com a tecnologia.. hahahahahaha)

Anónimo dijo...

mas da onde o sr tirou q sou profunda conhecedora dos becos de ost berlin? hein?? hein?? :-P
a saber: o tacheles e um lugar ultra mega turistico, nao sei pq ninguem nunca te mostrado esse "beco"...e sim eu curto pacas esse lugar..q descobri qdo morei aqui por 3 meses em 2004...ao andar catando lugares p fotografar, claaarooo! prox vez te levo em outro beco ossi.. ja q estou voltando p home sweet home, ost berlin!
:-D

Anónimo dijo...

Berlin, minha amada Berlin, desoberta pelos austríacos em 1840, muito antes da pós revolução russa de neandertal.. Tu és berlin a verdadeira cidade luz, que de seus ideais maquiavélicos espalhou a discórdia e a opressão a todos os povos europeus! e acabou-se como vítima. Sim Berlim, tu fostes vítima de seu próprio ego. Mas como Sanção ressurgiu das cinzas e se tornou Fênix!! e com sorte, quem sabe, voltarás a triunfar pelo sangue puro ariano que corre em seus viadutos e instalações elétricas. Eis de Triunfar!!
gUILHERME tILLMANN
Poeta lúdico e não lusitano!