Hora de voltar na terrinha para ver se tudo continua em ordem. Se bem que, para os alemães, Berlim é "uma bagunça", então sob o ponto de vista germânico lá nunca está em ordem. Realmente, houve um ônibus que atrasou quase um minuto pra chegar no ponto! Um absurdo!!O frio, como já era de se esperar, mostrou a que veio. Foi um inverno ligeiramente mais frio que o passado, e estávamos vivendo um pouco como os ursos: comendo, bebendo, dormindo e vendo televisão (ou seria como os russos?). No tempo livre, andando de bicicleta, pintando paredes e derrubando tinta no pátio do edifício. Para aproveitar o dia nessa época do ano é preciso ser rápido, senão na hora de acordar já está começando a escurecer.
A casa era da família do-re-mi: uma violista, um violoncelista, um violinista, um trompista, um maestro e uma professora de canto! Eu, que toco campainha, buzina e um pouco de sino, participava com os efeitos especiais. Já que o assunto é música, fomos no ensaio geral da Filarmônica de Berlim, um espetáculo!! Sonoro e visual. Eles tocaram Alexander Borodin e o segundo esqueci... acho que era Debussy! A graça de assistir um ensaio geral é que por ser mais informal, os músicos se sentem em casa e o maestro interage tanto com a orquestra quanto com o público, e faz uma piadinha de vez em quando. Mesmo sem entender, é interessante!O momento Ost Berlin mais uma vez foi ciceroneado pela Erika, profunda conhecedora de becos e prédios semi-destruídos de Berlim oriental. Lá se encontra de tudo: um helicóptero de cabeça para baixo e pintado de verde, ateliers, discotecas, uniformes soviéticos, fotomontagens malucas que misturam o Muro, Che Guevara e cabeças de cachorro, enfim..... Isso é arte, cara!
E o reveillón? Começamos com uma comida brasileira (arroz, feijão, farofa, uhuuuu), depois acompanhando pela internet a contagem regressiva de Madrid (han?), comemos as tais 12 uvas no último minuto do ano (tem mania pra tudo, essa é a dos espanhóis). Depois, a soltar fogos de artifício às margens do Spree. É claro que a noite terminou no Brandenburger Tor (Copacabana on ice, segundo a Erika) para marcar presença e andar de roda gigante. Interessante que, como a cidade é de maneira geral baixa, lá de cima se podia ver ela quase inteira!
Para fechar com chave de ouro, nada melhor que virar a noite e seguir direto pro aeroporto, as 5 da manha. Presepada forever!Veja as fotos aqui
4 comentarios:
Achei o brog! Viva ao GooglE
O sr ta muito economico no seus relatos das presepadas!
Abs, keep walking!
HAAHHAHAAH!!! Esse aeroporto às 5 da manhã foi pra lembrar os bons tempos? ahhahahahah!!
Excelentes as fotos e os textos!
grande beijo daqui (actually de Paraty, hehe)
Eu
Ps: Abri um flickr!!! eeeee!!! agora é só descobrir como fciona!! (tá vendo? Sua amiga tá começando a ficar de bem com a tecnologia.. hahahahahaha)
mas da onde o sr tirou q sou profunda conhecedora dos becos de ost berlin? hein?? hein?? :-P
a saber: o tacheles e um lugar ultra mega turistico, nao sei pq ninguem nunca te mostrado esse "beco"...e sim eu curto pacas esse lugar..q descobri qdo morei aqui por 3 meses em 2004...ao andar catando lugares p fotografar, claaarooo! prox vez te levo em outro beco ossi.. ja q estou voltando p home sweet home, ost berlin!
:-D
Berlin, minha amada Berlin, desoberta pelos austríacos em 1840, muito antes da pós revolução russa de neandertal.. Tu és berlin a verdadeira cidade luz, que de seus ideais maquiavélicos espalhou a discórdia e a opressão a todos os povos europeus! e acabou-se como vítima. Sim Berlim, tu fostes vítima de seu próprio ego. Mas como Sanção ressurgiu das cinzas e se tornou Fênix!! e com sorte, quem sabe, voltarás a triunfar pelo sangue puro ariano que corre em seus viadutos e instalações elétricas. Eis de Triunfar!!
gUILHERME tILLMANN
Poeta lúdico e não lusitano!
Publicar un comentario